Era Julho, e a chuva tocada a vento fazia quatro dias que não dava as costas...
Encharcado no poncho estava, bombiava o campo que agora lhe era estranho, hostil e brabo. Apeado, pois a luta era por demais... mas a morte como por esmola ou deboche não tinha lhe abençoado, e então ele olhava...
Nesta chuva rala mesclada com lágrimas que ele nem sabia que tinha, se viu pensando, pensava não na luta, não na guerra, não na solidão ou na paz, pensava na sua vida. e por isso aquele índio chorava.
Francisco...
Francisco... eram seus pensamentos vindo a tona, lhe mostrando todo o seu tempo como se ele próprio não o conhecesse ou não fosse acostumado, mas parou, pensou de novo e com uma tristeza de pingo perdido se deixou levar pela cabeça e se lembrou...
_ Bastião, esse aí tu leva pro galpão, não o quero na minha casa, e é por saber que o pobre animal não ten nada a ver com o reboliço, que vou criar, mas escuta negro! foste tu que me fizeste trazer, ele será mas teu do que meu.
Era a primeira coisa que ele se lembrava do velho. devia de se ter por volta de quatro a cinco anos... e assim conforme se corria seus pensares, se corria a vida na estância.(continua...)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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